15 de Janeiro

Pe. Mário Boies, C.Ss.R., Superior provincial da Província de Santana de
Beaupré (Quebec, Canadá), da qual o Haiti é uma Região, enviou hoje
uma mensagem, informando que:

Nenhum Redentorista morreu no terremoto. Todos estão vivos.

Um Redentorista ficou levemente ferido.

Faleceram a mãe e a irmã de um Redentorista. (Pode haver mais
vítimas entre os familiares dos confrades.)

A igreja de São Geraldo em Porto Príncipe ficou em ruínas.

A nova ala da casa dos estudantes também foi destruída; os
estudantes estão morando no jardim.

São estas as últimas notícias que recebi sobre nossos confrades do
Haiti. Pe. Boies não cita a fonte, mas penso que a informação é
confiável.

Joseph P. Dorcey, C.Ss.R.
Secretário Geral

(Confirmado pelo padre Jean Juste Andonai na quinta-feira)

De Conspectus Generalis 2009
Primeira casa: Convento e igreja São Geraldo, 1929
Criação da Região: 11‐09‐1984
Membros: 41 (14‐12‐2008)

História
O território missionário do Haiti foi confiado à Província de Santana de Beaupré (1900) em 17 de maio de 1980. Foi erigido oficialmente como Região missionária de Porto Príncipe dia 11 de setembro de 1984.

Estatísticas
A Região de Porto Príncipe conta com 41 membros Redentoristas: 19 sacerdotes ordenados, dos quais 2 são estrangeiros; 1 diácono a ca‐minho do sacerdócio; 2 irmãos de votos perpétuos; 19 estudantes professos e 5 pré‐noviços.
Os confrades estão distribuídos por 6 casas, 5 das quais estão no Haiti e 1 em Guadalupe, na ilha Marie‐Galante. A casa‐mãe está si‐tuada em Porto Príncipe, convento São Geraldo, adjacente à paró‐quia São Geraldo, servindo a uma população numerosa de gente modesta, de umas 100 mil pessoas. A casa São Clemente é o esco‐lasticado, onde vivem 13 estudantes de filosofia e 5 estudantes de teologia. O irmão estudante reside, este ano, em São Geraldo. Está concluindo seu último ano de ciências informáticas na universidade. Situada em Jérémie à Source Dommage à beira‐mar, a casa Santo Afonso abriga o pré‐noviciado e o noviciado; em 2008, ela recebeu 5 novos pré‐noviços. Duas paróquias de Château e de Fonfrède, na diocese de Cayes, estão sob a nossa responsabilidade. A casa de Grand Bourg (ilha Marie‐Galante) é onde moram nossos 3 confrades em missão em Guadalupe; atendemos a três paróquias desta ilha: Imaculada em Grand Bourg, São Luís na cidade de São Luís e Santana em Capesterre. Note‐se que dois de nossos confrades estão atual‐mente estudando no exterior, um em Roma e outro no Canadá. Dois confrades estão na Comunidade internacional do Santuário de San‐tana de Beaupré. Um confrade está nomeado para colaborar com os confrades da Província de San Juan na República Dominicana na pas‐toral haitiana. Dois de nossos estudantes professos vão começar seus estudos no Escolasticado de Quiroga na Colômbia. Isto servirá de traço de união entre a Região e o Cone Norte das Unidades Re‐dentoristas da América Latina. Perdemos um confrade sacerdote, falecido no dia 3 de agosto de 2008, na idade de 56 anos. Ele traba‐lhava em Belle Fontaine, na zona considerada a mais difícil do país. Um confrade foi nomeado para substituí‐lo pelo período de um ano.

Iniciativas – 2002‐2008
Sendo que o número dos confrades haitianos crescia constantemen‐te, decidimos ampliar desde o ano 2003 o nosso campo pastoral na Região. Até então a nossa pastoral se limitava a dois lugares princi‐pais: a paróquia São Geraldo e a Família Alfonsiana. Hoje em dia, aceitamos duas capelas que com muitas dificuldades erigimos em paróquia na diocese de Cayes. A experiência é sumamente enrique‐cedora. Trata‐se das paróquias de Château e de Fonfrède. Em se‐tembro de 2007, por insistência de Dom Ernest Cabo, da diocese de Basse‐Terre e Pointe‐à‐Pitre, consentimos em ampliar mais uma vez o nosso campo pastoral, aceitando três novas paróquias na ilha Ma‐rie‐Galante em Guadalupe. Este ministério está sendo maravilhoso, no dizer das autoridades eclesiásticas de Guadalupe. Em 2008, duas novas iniciativas surgiram na Região: a nossa participação na Comu‐nidade internacional do Santuário de Santana de Beaupré no Canadá e a colaboração da Região com a Província de San Juan na República Dominicana, na pastoral haitiana. Convém notar o envio de dois es‐tudantes à Colômbia para estudos. Esta iniciativa tem por finalidade reforçar os laços entre a Região e os de língua espanhola.

Trabalhos apostólicos
A missão popular nos permite guardar certa proximidade com os pobres e dar um testemunho de Igreja em lugares onde muitos não podem ou não querem ir. Com a colaboração dos estudantes, um confrade coordena as atividades missionárias da Família Alfonsiana. Já percorremos mais de uma dezena de paróquias na arquidiocese de Porto Príncipe.
O ministério paroquial em São Geraldo continua sendo um de nos‐sos principais apostolados. Nossos estudantes cuidam também dos grupos de jovens. Um bom número de confrades sacerdotes lhes presta generosamente a colaboração. Esta presença nos dá a possi‐bilidade de trabalhar entre as pessoas simples e abandonadas.
Continuamos a acompanhar a Sagrada Família. São leigos que se re‐únem em vista de reforçar as famílias cristãs e realizar missões junto às pessoas abandonadas da zona rural do Haiti. Colaboramos com eles no trabalho de evangelização.
Um ministério muito significativo de nossa região é a celebração do sacramento do perdão. Certas pessoas chegam a nos identificar por este ministério.
Com a Família Alfonsiana organizamos a pré‐missão, etapa em que preparamos as pessoas para viver a missão; a grande missão de duas ou três semanas e seu retorno durante o qual aprofundamos o que foi realizado. A nova missão da República Dominicana nos vai sensi‐bilizar ainda mais à causa dos compatriotas haitianos que vivem na República Dominicana em condições freqüentemente desumanas. Isto vai manter constantemente a Região com as motivações primei‐ras que estão na origem da fundação da Congregação: os mais po‐bres e os mais abandonados.
A missão de Guadalupe deu maior expansão à Região. De repente, a sua dimensão internacional se ampliou. Graças às recentes iniciati‐vas, a mentalidade evoluiu muito: a Região se abre para o mundo e para as outras Unidades da Congregação.

Problemas e desafios
Os desafios que enfrentamos referem‐se à formação de nossos jo‐vens estudantes, à missão, ao apostolado entre os jovens, ao autofi‐nanciamento e às demasiadas dispersões.
Formação
A formação de nossos jovens continua sendo uma de nossas prio‐ridades. Os jovens mostram lacunas sérias quando à formação inte‐lectual, em conseqüência do descalabro do sistema educacional no país. A Região, não obstante seus poucos recursos, permite bastan‐tes esforços e mobiliza muitos recursos humanos e materiais para este fim. Eles precisam de mais enquadramento. O que daria lugar à separação do escolasticado em duas seções: filosofia e teologia. Deseja‐se ardentemente um melhor discernimento em todas as etapas da formação.
Missão
Desde 1998, recomeçamos com as missões populares, tanto em nossa paróquia de São Geraldo como em Carrefour‐feuilles, onde o mês de julho é proclamado «mês de missão» como em outras paró‐quias da arquidiocese de Porto Príncipe com a Família Alfonsiana. Reforçar este reagrupamento por meio de sessões de formação para os leigos que colaboram conosco é uma urgência, e o discernimento de novos métodos adaptados à realidade da nova evangelização é todo um desafio a enfrentar.

Apostolado entre os jovens
Os jovens representam a metade da população haitiana; estão entre as categorias mais abandonadas. Não podemos falar de missão sem fazer referência a esta faixa da população. Para isto, precisamos de um engajamento concreto junto deles por meio de uma dinâmica pastoral da juventude, que seja ao mesmo tempo adaptada à situa‐ção atual deles como jovens e também de acordo com o carisma alfonsiano.
Dispersão e autofinanciamento
A dispersão dos membros no exterior e o autofinanciamento cons‐tituem os maiores problemas para os quais temos de encontrar soluções.